Histerectomias

Histerectomia é a cirurgia ginecológica mais realizada. Ela implica na retirada do útero (corpo e colo uterino), e pode ser acompanhada da remoção simultânea de trompas e ovários (que são considerados anexos). Pode ser total quando se retira todo o útero, ou parcial quando se retira o corpo uterino preservando o colo uterino. Apesar de ser mais simples a realização de histerectomia parcial, o que implicaria em 10 a 20 minutos a mais de cirurgia, com o pleno domínio da técnica não vejo vantagem em realizar a histerectomia parcial, ficando está reservada somente para casos de exceção onde existe instabilidade hemodinâmica por sangramento com risco de morte iminente.

Indicações de Histerectomia

Na grande maioria das vezes a cirurgia de histerectomia é feita por condições benignas, como: sangramento irregular e crescimento do tamanho do útero devido a adenomiose ou miomas que não responderam a outro tratamento; Pode ser realizada para tratamento da dor pélvica crônica por varizes pélvicas, endometriose profunda; Prolapso uterino (saída do útero pela vagina). Tratamento de lesões pré-neoplásicas de colo uterino ou endométrio de pacientes sem desejo de gestar e/ou prole definida. A histerectomia também pode fazer parte do tratamento da maior parte dos cânceres de origem ginecológica como colo de útero, endométrio e ovário.

Tipos de Histerectomia

Existem várias variantes da histerectomia como histerectomia subtotal, total, total com anexos e ampliada, e sua indicação deve levar em conta a doença de base somado ao quadro clínico da paciente e domínio da técnica do cirurgião. Na maior parte das vezes a cirurgia atualmente é feita por via minimamente invasiva (Laparoscopia ou Robótica), mas pode ser feita pela via vaginal ou laparotômica também (aberta) conforme avaliação do caso. Dr Marcelo domina todas as vias cirúrgicas ginecológicas, desde a vaginal, laparotômica, laparoscópica e robótica.

 

Histerectomia total é a cirurgia ginecológica mais realizada. Trata-se da retirada do útero por condição benigna como mioma, adenomiose, endometriose, varizes pélvicas e dor crônica, ou para tratamento de lesões pré neoplásicas em paciente já com prole definida e não desejo de gestar futuramente. Pode ser realizada simultaneamente à retirada de anexos (trompas e ovários) ou não, na dependência da doença de base, idade da mulher e função ovariana. Na maior parte das vezes a cirurgia atualmente é feita por via minimamente invasiva (Laparoscopia ou Robótica), mas pode ser feita pela via vaginal ou laparotômica também (aberta) conforme avaliação do caso.

 

Histerectomia radical ou ampliada é a cirurgia para retirada do útero na vigência de câncer ginecológico (colo de útero, útero, ovário). Existe muita diferença na realização de uma histerectomia total (benigna) para uma histerectomia radical, a principal é a preocupação em se obter as margens livres de tumor e amplas, além de tirar a lesão intacta sem violar estruturas que recobrem o tumor e poderiam implicar numa menor chance de cura devido ao risco aumentado de recidiva da doença localmente. Geralmente outros procedimentos devem ser realizados simultaneamente para o correto tratamento e estadiamento do câncer, como Linfadenectomias (retirada de linfonodos regionais do órgão acometido pelo câncer), ou ressecções de outros órgãos acometidos pelo câncer que foram vistas em exames de imagem pré-operatório ou até mesmo foram achados apenas no trans-operatório  mas que o cirurgião deve estar preparado para realizá-los. Pode ser feita por via minimamente invasiva (Laparoscopia ou Robótica), via vaginal ou laparotômica também (aberta) conforme avaliação do caso e discussão com o paciente.

 

Consequências da Histerectomia

A histerectomia tem como consequência principal o tratamento da doença que a indicou. Muito se fala em perda de desejo sexual (libido), queda da bexiga e incontinência urinária, mas a histerectomia não é responsável. A entrada na menopausa natural ou cirúrgica com queda hormonal somada a fraqueza ligamentar tecidual individual (fatores intrínsecos), por si só já levam a pacientes a terem estes sintomas mesmo não sendo submetidos a histerectomia.

Algumas pacientes realmente podem ter queda do desejo sexual mesmo quando seus ovários foram mantidos, mas esta condição está muito mais ligada ao fator psicológico, muitas vezes somada ao trauma de estar vivenciando um câncer ou a dor de um pós-operatório ainda precoce, mas que num futuro próximo com o acompanhamento e orientação, voltará a levar ou ter sua vida sexual normal.

Complicações

As complicações de uma histerectomia em geral são baixas e incomuns. Sendo mais comuns em pacientes com alguma alteração anatômica ou ligadas a comorbidades graves como sobrepeso, imunossupressão, cardiopatia, pneumopatia, nefropatia, diabetes somado a um passado de sedentarismo, desnutrição, e vícios como cigarro. Outros fatores que aumentam o risco cirúrgico são um útero ou anexos volumosos, cirurgia, cicatrizes e infecções abdominopélvicas anteriores que levam a presença de aderências dos órgãos intraabdominais.

 

Existem complicações comuns a qualquer outro procedimento cirúrgico que paciente realize como trombose venosa profunda, alergia medicamentosa, infarto, edema agudo de pulmão. E existem também as complicações relacionadas especificamente ao local do órgão que foi tratado, deste modo sangramento vaginal ou abdominal, infecção da ferida, fístula urinária por lesão da bexiga ou ureter ou até mesmo intestinal.

 

Infelizmente, todo procedimento pode ter complicação, chegando em casos de exceção, a morte. Porém, a dedicação exclusiva a cirurgia ginecológica e mastologia, levando a grande experiência já acumulada de anos de cirurgia, somada a formação em centro de referência nacional e busca incessante por conhecimento e tecnologia em saúde do Dr Marcelo Biasi Cavalcanti, fazem com que muito provavelmente quem lhe indicou e referenciou o médico seja uma parente ou conhecida que já foi tratada ou veio referenciada por outro colega médico que por já ter tido pacientes em comum, acredita na qualidade e na segurança do trabalho prestado.

Tempo de Cirurgia

A cirurgia de histerectomia tem um tempo médio de 70 minutos, mas este tempo pode variar de acordo com particularidades do perfil da paciente e doença de base. Implicam na dificuldade o fato de ser uma patologia maligna, bem como a proporção da lesão em relação ao tamanho da paciente (índice de massa corpórea), somados a achados trans-operatorios como aderências ou lesão não sinalizadas em exames previamente, mas que necessitam serem tratadas e que implicam no aumento de tempo e mudança na conduta cirúrgica.

Tempo de Internação

Desde 2020, com trabalhos demonstrando a possibilidade de recuperação rápida quando se seguem a protocolos como no grupo ERAS, somada a procedimentos realizados por via minimamente invasiva tenho conseguido dar alta hospitalar para cirurgia de histerectomia no mesmo dia do procedimento mesmo em pacientes idosas e que foram submetidos a tratamento de câncer ginecológico, com grande índice de satisfação por parte da paciente e familiares que podem recuperar em sua casa. Ocasionalmente algumas pacientes ficam internadas por 1 dia (às vezes acordam nauseada, a dor não ficou tão bem controlada ou o procedimento iniciou final do dia). Em poucos casos onde necessitamos de tratamento intensivo no pós-operatório a paciente fica internada por períodos mais longos.

Atestado

A Recuperação, como já explicado, tem sido muito favorável com uso da cirurgia minimamente invasiva laparoscópica ou robótica, com menos dor e, portanto, menor uso de analgésico. A paciente consegue dar uns passos com auxilio já no dia da alta hospitalar, ou seja, no mesmo dia da cirurgia, e muitas vezes a paciente volta caminhando (deambulando) normalmente na consulta de pós-operatório sem necessidade de alguém para lhe auxiliar. Ela também consegue dirigir um carro em cerca de 7 dias após a alta. De forma que para cirurgias minimamente invasivas um mês de afastamento é o suficiente, e para cirurgias por laparotomia tenho orientado dois meses de afastamento. Estes números podem variar de acordo com o perfil da paciente, bem como o procedimento que foi realizado, pois como sabemos somos únicos, temos particularidades.

Com relação a atividade sexual, solicito início somente após 45 a 60 dias depois da realização da cirurgia de histerectomia devido a cicatrização do fundo vaginal.

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